" Eu, somente eu
Escritor por mim sozinho
Ninguém mais do que eu
Minha voz, sou eu sozinho
De fato é difícil conviver assim
Com tudo aquilo que eu quero de mim
De fato é pesado ter que aceitar
Toda a realidade que sinto no ar
Por isso a poesia não me abandonou
nunca Me deixou" - A Poesia e Eu, CATEDRAL.
***
Olhando ao meu redor e principalmente no espelho da alma, percebo, mais uma vez como não posso me encaixar nesses padrões imediatistas.
De fato, talvez não seja mesmo uma artista completa e pra mim, isso pouco importa visto que o que eu tenho me proporciona o que eu preciso de forma peculiar.
A poesia nunca me abandonou...a arte nunca me abandonou. Mas eu ingrata como fui a deixo vez e outra a mercê, ignorada na caixinha do tempo, tocando uma harmoniosa e clássica canção.
Não me caracterizo com algum movimento artístico específico antes citado, nem tampouco chego perto da arte contemporânea. Digo que é algo que foge aos meus próprios olhos e não desperta o interesse mor.
Então, por ora posso classificar-me como uma vertente do classicismo, neosimbolismo ou como quiser denominar. Eu realmente não me importo, apenas permito que ela flua de acordo com o momento.
Pelo visto, me parece que tudo está fora dos padrões. Minha arte é ultrapassada, minhas harmonias, minhas palavras, postas e repostas de forma coloquial elaborada e o doce gosto por uma idade medieval de cores e gestos singelos, propositalmente elaborados para diferentes ocasiões e conflitos reais, até mesmo as tomadas de decisões me diferem desse meio.
Talvez, assim como a Rainha Vitória na Inglaterra não entendia o porquê de permanecer presa em sua própria casa, sem o contato normal socialmente dizendo, ela soube mais tarde que isso a fez aprender a ter uma visão mais ampla e era posta desse modo pois sua grande responsabilidade iria exigir dela. Assim, talvez permaneço com esses dogmas e padrões estagnados de uma forma peculiar a não me conformar com os presentes fatos e maneiras de se portar em sociedade a modo que posteriormente me serão úteis como uma marca, que nunca se apaga através dos séculos.