" Why not take me?
You could save me"
Tarde aberta. quente-fria de uma sexta-feira qualquer.
Caminhando sobre pensamentos, um tom amarelo alaranjado do céu, se porta aos pedaços entre as folhas das árvores as quais estão em meu caminho.
Esse tom.. essa cor.. remete na mais terna e guardada atidude. Amedrontada e reduzida pelas feições, jeitos e atitudes das pessoas a minha volta. Por seus corações poluídos e destilados em fumaça amarga.
Despertada agora, pelo que ouço... pelas tristezas e amarguras de pessoas a minha volta. Por ouvir seus pedidos de socorro, quietos e outros nem tanto.. por saber de seus medos e suas pertubações.. por querer acolher, sobremodo ajudar.. quem me dera meu abraço ter o poder de curar enquanto exerce seu aperto rápido e singelo, quem me dera minha arte, poder colorir o mundo de pessoas tristes, ou descolorir as ilusões e amarguras enraigadas em cada mente.. Quem me dera.
Meu desejo por ajudar vai além de mim mesma. Além de tímidas atitudes.. está nos gestos, em minhas ações sutis e nas palavras despretenciosas cheias de acolhimento.
Palavras, só palavras que vem e vão, com o vento se dissipam em tantas .. mas quem sabe no momento poderão ser a amiga que precisa, ou a decisão para não desistir.
Pois é com grande cuidado que se guarda uma bela joia ou se cultiva uma planta querida. Com um extremo cuidado e generosidade deveríamos cuidar um dos outros, afinal, nunca se sabe o dia de amanhã.
"I took a walk in the Texas raindown Brentfield Lanejust to see what I could findMemories flood like a crowded trainwhere the tracks remainBut the people all have changedThey sayOh my, gotta keep movin on"
-Texas rain, Sleeperstars.

