Falta pouco tempo para completar 21 anos e,vejo que uma nova etapa, além de ciclos normais, se inicia em minha vida.
Escrevo por aqui desde os 15 anos e, tenho aprendido bastante com o que me cerca. Em cada momento da minha vida, tive pessoas para cuidar e outras que cuidaram de mim, a esses queridos que aqui se identificam, deixo o meu muito obrigada, pois sem sombra de dúvida me mostraram e me ensinaram um pouco mais da vida.
Recentemente exames clínicos descobriram doenças que afetam a minha vida. Após a descoberta, passei pela fase da negação, pela auto-piedade, pela frustração, e todas essas etapas chatas de choque. Passei em silêncio, refleti e, se sei de algo, é que o meu corpo poder precisar de tratamentos até o fim, mas eu não vou sustentar doença alguma .
Devo confessar que senti um alívio ao saber do diagnóstico pois, até que enfim todas as dores dilacerantes, todos os desconfortos e mal- estar serão devidamente tratados. Venho descobrindo também o que é viver a vida. Meu corpo pode estar fazendo 21 anos porém a minha alma já passou essa idade no mínimo umas três vezes.
Digo isso pois, vejo claramente que algumas coisas simplesmente não fazem mais sentido. Algumas atitudes explosivas e banais tampouco que poderiam ter atenção. Caminho em passos mais lentos, observo as pessoas. Cada uma delas se armando em atitudes para esconder medos, ansiedades e tudo pelo que passam ou passaram.
Apesar de disso tudo, existem dias e dias. Particularmente estou começando a achar um saco tomar remédios sempre, quem dera querer esquecer de propósito mas, conviver com a dor mediana é melhor do que tê-la aguda; crônica e agravante.
A vida é curta. Mas isso não significa que vivê-la como se fosse o ultimo seja a melhor maneira de se aproveitar. Por mais clichê que seja, viver o agora, e não só viver ou viver loucamente mas, sempre se perguntar: o que estou fazendo agora pode abrilhantar o dia de alguém? ou, se desejar mais reflexão: a criança que fui se orgulharia do adulto que estou sendo agora ou ainda: o idoso que serei acharia gracioso a minha atitude?
Por mais que não nos importamos com que os outros pensam, nos importamos com nós mesmos. Importamo-nos com opiniões. Esse é um bom exercício e o primeiro para que a vida se torne mais colorida.
Este ano, estou terminando minha licenciatura em Artes Visuais e me profissionalizando em Fotografia.
Minhas duas paixões: dar aula e fotografia. Tentei achar um ponto em comum que as unissem o gosto tão forte por ambas. O que sei é que, não existe lugar melhor para estar do que em sala de aula. Fazer o seu melhor e ver a esperança no olhar dos alunos. Saber que você está fazendo a diferença em alguma vida, mesmo que as outras 32 estejam nem aí para a roda do mundo, uma está sendo energida de esperança e você, sem esperar nada em troca, está ali fazendo parte desse processo, desse futuro não tão distante.
A fotografia me remete à memória. Não uma memória distante de fatos marcados, mas sim, à memória do sentimento. Quero fotografar a esperança, quero que as pessoas se sintam confiantes e envoltas pelo olhar que proporciono nas fotografias. Quero que elas se sintam confortáveis para sonhar, para ver o brilho no olhar e ter sempre a memória de que dias melhores poderão vir. Por isso, faço o melhor que posso, para que o meu melhor se reflita para melhorar ou "esperançar" o dia de alguém.
Acho que enfim achei um ponto: Esperança! Em aula, sou instrumento de projeção da esperança e conhecimento, na fotografia sou a captação dela pela imagem. Por mais que o mundo esteja aceleradamente confuso e bagunçado, quero deixar minha contribuição por um olhar mais puro e essencial. As pessoas, são o que mais importam na vida e, merecem ter o acolhimento da esperança, uma palavra amiga, um gesto saudoso, uma relação mais humana de afeto sem interesses e ordens por todo o lado.
A cada momento que passa, devo confessar que me encontro mais e mais nas fotografias. Tudo o que tenho registrado de anos, tudo o que componho e o que me inusitado aparece, desde o pensar a foto até a sua produção e edição final que, por ora ainda estou aprendendo me fazem trocar um dia inteiro por suas pesquisas sem me dar conta dos horários.
Em breve, em alguns anos, me casarei. Olho para essa etapa como mais uma etapa da vida e, não poderia ser mais grata em ter o melhor companheiro ao meu lado. Aquele que me apoia e incentiva. Que me suporta de forma estrondosa. Nossos planos, neste ano corrente, completam a duração de três anos de planejamento. De muita cumplicidade e atenção. Estão esboçados os detalhes, sonhados os preparativos, ansiados para o dia em que ambos estarão sob o mesmo teto sem ter que dar um adeus breve, quem dirá um longo.
Por fim, descrevo isso pois, a vida é mais do que um Smartphone, um Tablet, uma tela de computador, as brigas desnecessárias e os mal-entendidos. A vida está passando... as pessoas envelhecendo e as relações se consolidando no plano virtual. Ainda brilha um sol, ainda há coisas para serem feitas, ainda há pessoas esperando uma mão amiga e outras querendo partilhar seus sonhos. Mude a rotina um pouco, caminhe por uma praça, elogie alguém ou simplesmente sorria. São atos pequeninos que se tornam fortes e enormes influenciadores principalmente em nossas vidas.
By Your Side- Thenth avenue North e
On and On- Thenth Avenue North