.:|Vitral Espelhado*|:.

Seja Bem-vindo a este espaço.Aqui,quero compartilhar ideias e pensamentos a respeito de questões presentes no cotidiano, e principalmente no que se diz respeito a mente.Um vitral espelhado pode ser comparado ao ser humano:magnífico pela sua diversidade de cores,como o homem,magnífico pela sua capacidade de unir diferenças e associá-las para um bem comum,e frágil por suas emoções o vulnerando.Espelhado,pois são os argumentos colocados diante de cada face que revela quem somos de verdade.

.:|contradição*|:.



certas vezes,não preciso que alguém me diga,eu mesma vejo a própria contradição nas reformulações de minhas frases,tento buscar um sentido lógico para isso mas,de fato,não há.
Existem coisas que ninguém,por mais que queira,irá conseguir te explicar,as decisões são um exemplo.Levada pelo impulso do momento,algumas palavras que a vida toda foram veemente afirmadas,desdobram-se em seu oposto e de certo,as escolhas sempre estão no meio.
Decisões,podem ser elas agora minha maior contradição,quando se tem doze anos,com a maior simplicidade do mundo você estufa o peito e diz como a mais perfeita e imutável verdade o que você vai ser quando crescer.Naquele momento,aquela era a sua verdade,a única cabível para um notório conhecimento.
As pessoas são tão difíceis de se entender!Complicam tanto as próprias e simples palavras,não acha?
Talvez,de fato em minha mente,essa cabível prisão me obrigue a querer tentar entender além da permitível compreensão.Como isso tudo,me vejo uma leitora assídua de tudo e de todos,tentando atribuir a cada qual a interpretação que melhor pressuponho.
Realmente,ainda não aprendi a por a simplicidade e total honestidade em minhas palavras,admiro quem as faça com tanta clareza.
Com tudo isso se alastrando dentre primaveras e outonos,construi uma enorme barreira para mim mesma,tentando de qualquer forma enganar tudo o que se passava e reprimindo meus sentimentos.Não me arrependo por completo,essa etapa foi um ótimo aprendizado pois,as indagações feitas a cada sentimento que surgia me dava uma margem maior de respostas e fortificava meu caráter.
Contudo,tornei-me fria,ausente e perceptivelmente pesarosa em algumas palavras,enganando a todos inclusive à minha própria essência,pois essa barreira cega-me de mim mesma.
Tento,por ora derrubar os tijolos,ora minha vontade seria de erguer um forte com eles.Não sei bem como isso vai terminar,se é que essa possibilidade exista a um curto prazo ou,se mais uma vez a decepção me pregará outro tombo,na qual dessa vez a frieza possa fazer-me vítima por mais tempo.
Sinto que minhas perspectivas me alimentam com muito mais vigor,se vier a fracassar,essa síntese me assolará por muito mais tempo e terei que tratar de encarar de frente.
Na verdade,prefiro não pensar nisso no momento, mas de uma coisa,desde o princípio carreguei a certeza:Quanto mais difícil se torna a competição, melhor é o gosto da Vitória.

.:|Companhia*|:.


Neste tarde,estivera pensando em certas decisões tomadas por mim nesses anos passados.Apesar de não precisar delas para o meu agora,divertida imagem foi poder ver a diferença entre tantas coisas que ocorreram e a minha percepção à um todo.
Realizando algumas tarefas escolares e e já entediada delas,pois a hora se arrastava para que pudesse mais essa vez jogar basquete,percebi um velho amigo apoiado à minha janela:meu bom e velho violão,parceiro das mais inusitadas canções.Percebi então, que aos poucos o abandonei, e não só ele, como também alguns gostos,pessoas,hábitos e enterrei alguns sonhos e canções que por um tempo foram taxados por mim mesma de bobos,infantis ou até mesmo passageiros.
Contudo,esse deslumbre me convidou a arrancar-lhe as velhas composições e letras inacabadas que,para minha surpresa,permaneceram intactas na memória apesar do tempo.
Pude entao perceber na caixa da memória um cronograma de tantos e tantos planos que, neste exato momento sinto-me perdida para realizar qualquer que seja.Esse amontoado de velharias não foram apenas lembranças e sonhos bobos,apesar de que hoje em dia a maior parte das pessoas possam achar isso.Sinceramente,as vezes acho mesmo que nasci em uma época errada,mas isso não vem ao caso.Essas argumentaçoes mostraram-me que o simples fato de que amadurecer ideias nao seja acabar com outras passadas, mas sim,crescer levando-as consigo a um patamar mais elevado,e que as pessoas são em parte como o tempo,fazem seu papel por ora,por ora interpretam outros e tentam se achar,mas não sabem ao certo se um dia vão ter tempo para parar,e aproveitar ao inves de apenas se controlar...tic-tac.
"Antes que se feche,se complete sete ciclos de sete,algo que estivera esperando ha muito lhe será revelado."

Eu nunca fui de guardar palavras com tanta ênfase ou exatidão por muito tempo.Na verdade,nas horas de me pronunciar esqueço o que ia dizer ou na maioria das vezes perco meu pensamento de horas com muita facilidade,poucas coisas atraem por tanto tempo minha sincera atenção,não sou curiosa.
Estas palavras,por sua vez,tornaram-se um caso especial.Sabe aquele momento em que alguem conversa com você por horas,mas nao se lembra de nada,se esquece no dia seguinte ou você simplesmente ouve uma frase em meio ao mar de sonidos?Pois então,esse caso não foi como a monotomia de um dia qualquer,em meio a tantas coisas ouvidas,minha atenção foi inteiramente captada por uma mensagem,por essa mensagem.
São momentos ímpares,que perdida em pensamento, a resposta a eles vem de forma inesperada,audíveis e cativantes.
Esperar é algo tão dificil em certas ocasiões.

.:|Today*|:.

Ah,dedos cansados...cansados os quais me imploravam ao simples ato de estar aqui,novamente.
Fatos,acasos,circunstâncias adversas...como a vida é engraçada,nao acha?
Na verdade,engraçada nao seria a palavra certa, mas de qualquer forma nesse momento estou apta a usá-la.
De todas as vozes que escuto,as quais minha mente faz uma ingrata relação com seu emissor,nada é tão perturbador quanto a ansiedde.
Sinceramente falando,gostaria de ser mais honesta todas as vezes em que abrisse minha boca,infelizmente,a honestidade nem sempre é o que as pessoas querem ouvir.
Da magnifica tempestade do domingo,devo ter tirado umas três horas de descanço,ouso repetir que, infelizmente.
Ao anoitecer o sono se esvairou,a ansiedade reinava sob olhos cansados.A noite estendia-se alternando pelos vários pesadelos que obtive com minha famosa ansiedade.
Apesar de uma noite mal-dormida,e pesadelos a regalia,o que me surpreendeu de fato foi conseguir tê-los canalizados para algo construtivo.
Eis ai, uma parte:

PRÓLOGO:
"Vou relatar tal qual vi,e tal qual essa situaçao estendeu-se ao grotesco e cansativo percurso.Ainda me vejo dúvida,um braço direito,cúmplice da criminosa ciência,ou será apenas coisa da minha mente?
Seria normal,se ao menos eu tivesse uma definiçao intacta e precisa para esse termo.Como afirmar que o gene é ele mesmo,ou que sua mudança deu-se atraves de uma sobrecarga emocional,na qual,houve em relato final,demasia de adrenalina,hemoglobina,creatinina e plaquetas.Números que catalogados assinariam o óbito. (...)
O erro de análize deveria ser meu.Era ridículo,mas já realizara o exame cinco vezes e nenhuma mudança constava.Ao olhar para o paciente,esse esperava com uma calma,fazendo moedas douradas saltar de seus dedos,em uma expressao amigável,sua outra mão,afagava o cão que trazia consigo.
Nesse momento intacta,comecei a mudar e analizar meus conceitos sobre normalidades.Afinal,cada ser é único e anomalias são diariamente constadas em um laboratóriocomo esse,mas,esse caso em especial me chamou uma inesperada atenção.
(..) "

.:|Entre o Desespero e a Esperança*|:.

A cada instante que se passa,
Cada dia... Hora... Minuto... Segundo,
Aproximo-me mais do fim.
Aproximo-me da única certeza na qual todos possuem em vida.
E, não me importo.
O não de certa forma já possuo desde o primeiro instante;
Minha batalha incessantemente diária é para colher um sim como resposta.

Sei que o chão em que piso, um dia desabará...
Sei, que tudo um dia acaba.
Minha vida é uma corda,
Bamba e fina, esticada do começo ao fim;
Realmente, respirar aqui é o que está me dando todo esse trabalho
Apenas existir?Tapar os olhos e confiar.

Entre o desespero;

Jogar-se e lançar as respostas da charada viva
Num círculo vicioso, ocioso e perigosamente imaturo.
Arranjando qualquer utensílio para desabar as quatro paredes que me cercam,
Juntamente, afastar os diversos pares de olhos desconfiados e alternados
Que seguem contando meu respirar, neutralizando as batidas
De um coração puramente racional e humano,
Extinguindo sentimentos esperados, para assim,
Montar sua perfeita máquina, sem impedimentos.

E a esperança;

De submeter-se por um período
Razoavelmente necessário para o crescimento.
Submeter-se, para mais tarde conseguir os códigos dos grilhões,
Desmontar a máquina. Voltar à vida.
Submeter-se para ter o direito de argumentação
Para simplesmente,
Entender o motivo de tudo isso.
Pois, entre o desespero e a esperança,
A única certeza que possuo,
É que a cada batida de um coração jovem e forte,
Chego mais perto do fim.

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