A cada instante que se passa,
Cada dia... Hora... Minuto... Segundo,
Aproximo-me mais do fim.
Aproximo-me da única certeza na qual todos possuem em vida.
E, não me importo.
O não de certa forma já possuo desde o primeiro instante;
Minha batalha incessantemente diária é para colher um sim como resposta.
Sei que o chão em que piso, um dia desabará...
Sei, que tudo um dia acaba.
Minha vida é uma corda,
Bamba e fina, esticada do começo ao fim;
Realmente, respirar aqui é o que está me dando todo esse trabalho
Apenas existir?Tapar os olhos e confiar.
Entre o desespero;
Jogar-se e lançar as respostas da charada viva
Num círculo vicioso, ocioso e perigosamente imaturo.
Arranjando qualquer utensílio para desabar as quatro paredes que me cercam,
Juntamente, afastar os diversos pares de olhos desconfiados e alternados
Que seguem contando meu respirar, neutralizando as batidas
De um coração puramente racional e humano,
Extinguindo sentimentos esperados, para assim,
Montar sua perfeita máquina, sem impedimentos.
E a esperança;
De submeter-se por um período
Razoavelmente necessário para o crescimento.
Submeter-se, para mais tarde conseguir os códigos dos grilhões,
Desmontar a máquina. Voltar à vida.
Submeter-se para ter o direito de argumentação
Para simplesmente,
Entender o motivo de tudo isso.
Pois, entre o desespero e a esperança,
A única certeza que possuo,
É que a cada batida de um coração jovem e forte,
Chego mais perto do fim.

0 comentários:
Postar um comentário